20130509

O Caso Constantino – Um pouco sobre os meus pecados

Quando nos dispomos a falar em nome de Jesus, não podemos esconder nossos pecados, nos fazendo passar de santos, nem dizer que “hoje eu sou uma nova pessoa”. Não! A postura verdadeira do Cristão verdadeiro é “eu sou um desgraçado” e “o que acontece de bom em minha vida é obra e graça de Deus”.

Eu gostaria de iniciar dizendo exatamente isso. Por mais que eu me esforce, eu sou um desgraçado, um pecador, pronto a apontar o dedo em riste para acusar o pecado dos outros e ignorar a benevolência de Deus que não quer que nenhum, inclusive eu, graças a Deus, se perca.

Constantino, de fato, mesmo depois de se dizer cristão, ele continuou como pontífice da religião oficial do Império Romano, a qual adorava a pessoa do imperador como deus.

Durante toda sua vida não há notícia de que ele tenha praticado qualquer ato de culto ao Deus Verdadeiro, nem anunciado com sua vida a Palavra Deus.

Constantino mandou matar o próprio filho para se manter no poder, porque suspeitava que tramava contra si.

Mandou estrangular seu cunhado e chicotear até a morte seu sobrinho.

Constantino cometeu diversos pecados durante a sua vida, ele foi um governante não menos sanguinário que muitos que o antecederam. No entanto, Constantino tem um diferencial.

Constantino foi batizado no final de sua vida e o batizado, ex opere operato, tem o poder de perdoar pecados e morreu santo.

A providência de Deus se revelou ao fazer com que Constantino soubesse o dia exato de sua morte e tivesse disponibilidade do papa de então, Silvestre I (aquele que morreu no dia 31 de dezembro) de o batizar nesse mesmo dia. E morreu santo, purificado de todos os seus pecados.

Se os sacramentos que perdoam pecados são tão eficazes e por esses mesmos sacramentos eu também recebo a redenção, quem sou eu para julgar Constantino, se o próprio Deus, pelo Ministério da Igreja concedeu a ele a absolvição de todos os seus pecados?

Fica a minha orientação a todos os que falam mal de Constantino Mago: “foi batizado no final de sua vida e morreu santo”.

Mas e a justiça de Deus? Mas e os crimes que ele cometeu? E os assassinatos? É justo que tudo isso seja, assim, apagado como se nada tivesse acontecido?

Isso é com Deus, não comigo.

Mas ele retardou o batizado dele para o final de sua vida porque ele tinha outros homicídios em vista e queria perdão também para esses pecados.

EX OPERE OPERATO! O batizado é um sacramento e, como sacramento, é um sinal visível e eficaz de uma graça de Deus. Se eu duvidar do perdão dos pecados de Constantino então eu estaria duvidando da eficácia dos sacramentos.

Eu creio que, pelo ministério da Igreja se receba o perdão dos pecados e a absolvição, não por causa dos méritos de cada ser humano, mas por causa da misericórdia de Deus, por isso eu falo aquilo em que eu acredito: Constantino Magno foi batizado no final de sua vida e morreu santo e a misericórdia de Deus se manifestou na vida dele.
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