20130904

Série Os Santos e suas histórias I: Canonização

Sua Santidade o Beato Papa João Paulo II
Olá Católics Nerds eu me chamo Jana Silva e sou do Rio de Janeiro, essa é a minha estreia aqui no Nerds como colunista, serei responsável pela série que ira contar a história dos Santos, para esse inicio de conversa vamos falar da Canonização, espero que gostem e a gente se encontra por aqui para aprendermos juntos.

A própria Escritura dá testemunho de que Abraão foi considerado justo pelos apóstolos (cf. Rm 4,3-9; Gl 3,9; Hb 6,15; Tg 2,23). Este reconhecimento de que Abraão estava no céu com Deus é um exemplo de canonização na própria Escritura e já na era apostólica.

Outro exemplo que podemos citar na própria Escritura é a canonização de Estevão. Diz a Escritura que era homem cheio do Espírito Santo (cf. At 6,8). Quando foi martirizado em nome da Fé em Cristo, viu a Glória do Cristo e pediu ao Senhor que recebesse o seu espírito (cf. At 7,55-59). Será que Estevão não foi para o céu? Claro que sim! E foi considerado santo pelo próprio apóstolo Paulo (cf. At 22,20), que assistiu a pregação de Estevão e corroborou com a sua morte. E o bom ladrão que reconheceu Cristo como seu Salvador e que o próprio Senhor prometeu levá-lo ao paraíso (Lc 23,43), por acaso não é outro exemplo de canonização feita pela própria Escritura?

A canonização não faz parte da doutrina católica, mas da práxis católica. O que faz parte da doutrina católica é a Comunhão dos Santos, não confundir. A práxis católica de se canonizar santos não apareceu em 995 como sugerem alguns. Depois das provas bíblicas que mostramos, citaremos por exemplo as obras conhecidas na antiguidade como hagiógrafos (atas da vida dos santos). Os hagiógrafos testificavam o reconhecimento pela Igreja de que uma determinada pessoa ou grupo de pessoas era santo e que já gozava da presença de Deus.

A Igreja desde os primeiros séculos reconhecia os mártires como santos (a exemplo de Estevão, considerado o primeiro mártir da Igreja). Ser um mártir da fé era um critério que não deixava dúvidas se uma pessoa devia ser considerada santa, isto é, um modelo na fé, um herói em Cristo e que estava no céu.

Os hagiógrafos mais citados da antiguidade são as atas dos mártires de Lião (177 d.C) e do Martírio de S. Policarpo de Esmirna (250 d.C.), discípulo de S. João (1).

Como se vê, a canonização dos santos, isto é, o reconhecimento de que uma pessoa venceu a corrida (cf. Cl 2,8) e que está com Deus, é uma prática que consta na Bíblia e que sempre foi observada pelos primeiros cristãos.

Isso é o inicio de tudo, pois se compreendermos como as canonizações começaram e o embasamento Bíblico delas poderemos compreender  que de fato com trata-se de algo testificado pela Palavra de Deus.

Nessas nossas conversas vamos conhecer a história de muitos Santos da Igreja, o que vai nos levar a entrar um pouco mais na vida dessas pessoas que dedicaram suas vidas a anunciar o Evangelho da Salvação, alguns deles como São Policarpo  foram Brindados com a honra do Martírio e outros como o Beato João Paulo II(Segundo informações  não oficiais sera Canonizado na Festa da Divina Misericórdia de 2014) que no momento de sua morte os fiéis ja o aclamavam Santo Subto, enfim muita coisa boa sera tratada aqui em nossos encontros então espero que gostem e até a próxima.

Por: Jana Silva
Fontes: Wikipédia
               Veritatis
              



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