20131014

Gabriele Amorth - IV - Porque Deus permite a possessão?

Durante várias entrevistas, o espirituoso exorcista lhe foi questionado sobre o que ele acha sobre a possibilidade do mal e porque Deus permitiria os casos de possessão. Taxativo, ele sempre manteve uma resposta que calou alguns dos vários céticos com quem sentava e dialogava nestas entrevistas, porque ainda que soubesse que poderia ser contestado e até mesmo ultrajado, ele sempre buscou trazer a palavra de Deus, independente com quem ele dividia a mesa, uma vez que nunca se alterou diante de quaisquer provocações. 

Dizia ele que por vezes, em vários momentos da bíblia, assim como aconteceu em tempos posteriores da obra pronta, que muitas pessoas tiveram de perceber uma situação indistinta: O mal não dura tanto quanto o bem eterno que lhe segue, na medida em que o ser humano, muitas das vezes se perde e ao se encontrar percebe os anos perdidos pelo mal que foi tomado. Ele frisa que o mal pode ou não ser precedido da perda da fé ou até mesmo do seu extremo inverso que é a recuperação da mesma. 

Em um compilado de entrevistas, ele remeteu a vários santos que durante seus últimos momentos, sofriam tentativas de ataques de forças ocultas, passando de males irrepreensíveis que os médicos, em diferentes épocas, perceberam que tais males que os santos foram acometidos, eram vistos como possessões demoníacas, inclusive citando a própria Madre Tereza de Calcutá que perto de sua morte, foi vista tendo espasmos incompreensíveis e até mesmo sofrendo da glossolalia e na medida em que lhe foi feito um exorcismo o corpo se tranquilizou plenamente, dando algum tempo depois em sua morte. Tal situação foi referenciada em seu processo de beatificação como aconteceu com os vários santos que sofriam de mazelas similares. 

Um outro exemplo comum que muitas pessoas conhecem no âmbito católico, o Padre Pio de Petrelcina, durante toda a sua vida foi golpeado de forma sanguinolenta pelo demônio. Em situação ele teve que levar vários pontos na testa porque era golpeado com a testa ao chão. Ele acredita que um dos momentos mais suscetíveis do ser humano sucumbir ao mal é perto da hora da morte onde a predisposição acontece pela fragilidade corporal do moribundo. Inclusive o exorcista Amorth levanta que presenciou situações envolvendo levitação e a aparição de sinais no corpo dos possuídos, mesmo estes estando amarrados, uma vez que tal medida era feita para os espasmos corporais não causassem lesões corporais graves vista a situação de inconsciência. 

Por: Leon Bravo
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