20131030

Gabrielle Amorth - V - O Mal Existe em Qualquer Lugar (Inclusive na Santa Sé)

Em uma de suas entrevistas mais polêmicas acerca de uns dois anos, justamente quando as discussões sobre Joseph Ratzinger haviam se inflamado, Amorth havia dito que muitos dos cardeais mais antigos, assim como os exorcistas concordavam com boa parte das ponderações dele, deixando claro que suas intenções eram para o bem maior da igreja e de que era necessário para o futuro da Igreja Católica apostólica romana. 

Apesar de nunca querer ser invasivo, ele dizia: o mal sempre esteve no Vaticano. E quando questionado, ele rebateu de forma contundente, dizendo que em qualquer instituição, onde há um poder muito além da compreensão humana, onde a pessoa pode se perder graças ao descontrole ou desmembramento do preparo de décadas que muitos haviam tido para chegar aonde chegaram, era comum que o dinheiro e outros poderes fariam a cabeça e tornariam os homens em corruptores. Ele fundamenta também: se o diabo chega na presidência de países, no ápice dos governos, porque não iria alcançar alguns pontos das cúpulas das religiões e porque não chegaria até mesmo na Santa Sé? Seria ignorar o óbvio! 

E na última aparição do ano passado, quando havia sido indagado sobre um assunto recorrente e vertiginoso sobre homossexualismo e pedofilia, algo que sempre incomodou muito a Santa Sé, ele disse: no meio de milhares e milhares de benfeitores da fé, haverão cinco ou dez ou até mesmo quinze membros que desagregaram o bom nome de uma instituição milenar. O que tem sido feito por todo esse tempo foi ter encontrado o foco desses contendores da fé, removê-los, excomungá-los e reduzi-los diante dos milhões de fiéis. E não tão somente ele fala sobre essas atitudes impróprias, como também ele cita os homo afetivos de uma forma respeitosa, antes mesmo da entrada do Papa Francisco, que ocorreu somente esse ano, ele comenta que o que o ser humano faz não interessa aos demais. O que interessa é como ele age enquanto indivíduo e enquanto sociedade. Desde que ele não queira se casar como se mulher fosse ou até mesmo querer mudar sua composição física, o resto, não interessa ao público. Então a vida íntima é só e somente da pessoa. Apesar do discurso bem paliativo, ele deixa claro que prefere se colocar numa posição neutra, apesar de não concordar tanto com alguns posicionamentos que são concorrentes. 

Gabrielle Amorth, torna-se além de um exorcista, um ícone de sua geração, pois ele trouxe algo que há muito faltava a Santa Sé, que era uma imagem respeitosa, coesa e batalhadora nesta área tão obscura e por muito tão carente de observância que é a área de exorcismo, pois, na medida que é algo tão polêmico, pela falta de conhecimento, pelo menos sua hombridade agrega um posicionamento de clareza e razão. 

Por: Leon Bravo
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