20131107

Memórias de um Ex-Apóstata (Uma saga...)

 Uma catequese não é perfeita sem aptidão.

Meus primeiros problemas com relação a concordar ou discordar dos liames da fé, com certeza nasceram da péssima catequese que estudei. Não vou, por motivos óbvios, dizer onde fiz, em qual bairro, mas foi no Rio de Janeiro. Eu me lembro que logo no dia em que meu pai disse que deveria entrar na catequese, eu havia perguntado o porque de fazer aquilo.
 
Ele dizia que era o momento mais importante da fé católica, pois ele acreditava que eu seria 100% católico. Ok, hoje eu sou, mas não era e eu sempre fui uma criança meio chata para cacete, perguntava muito, contestava - era uma alma incubada de advogado. Mas, percebi que não era algo tão fácil como meu pai me dizia. 
Nas primeiras reuniões, eu achava uma coisa meio parada, morosa e chata. Vou ser sincero, não poderia ignorar que toda aquela lentidão das senhoras que nos ensinavam, causou um certo incomodo ao meu pai. Percebia que apesar da imensa boa vontade das carolas e daquelas que buscavam ajudar a igreja, não tinham tanta paciência quanto parecia. 

O questionamento é normal, porque você tem que indagar, na medida em que eram pessoas que não eram plenamente preparadas para aquilo. Até um dia eu perceber que eu não era tão consciente da fé. E aquilo meio que foi tornando um problema. 

Meu pai dizia que era normal a contestação, pois ele dizia que eu não conhecia nada sobre as religiões, nem da fé e talvez seria um momento complexo - mas piorou - pois ele assistiu uma aula da catequese e disse para mim: Bom, você precisa fazer, nem que ao menos a catequese. Se você não conseguir compreender o que lhe é dito, depois eu tinha de perguntar ao meu pai, que além de ser filósofo, também era formado em teologia e por muito pouco não saiu como padre (e provavelmente não estaria conversando sobre este assunto agora.) 

Meu pai ficou frustrado e decidiu entrar em contato com um senhor, que era muito simpático, conhecido dele em particular porque meu irmão havia estudado num colégio religioso: o fabuloso Colégio São Bento. E a pessoa que ele conversava com um arcebispo. Eu não entendia p. nenhuma mesmo, mas achei muito interessante a roupa, parecia importante e meu pai falou para mim. Esse senhor aqui ajudou seu irmão a conhecer a igreja católica, ele é o arcebispo do Rio de Janeiro, o Dom Eugênio Salles. 

De fato, o cara parecia um anjo. Calmo e sereno, conversou alguns minutos comigo e com meu pai e busquei tentar ter melhor boa vontade do que estava tendo, meu pai focava na questão da importância de ter fé. Mas toda vez que eu ia para o encontro da catequese eu desanimava. Eu só comecei a entender o nível de importância até ir para a primeira missa onde recebi a primeira comunhão... 

(até a próxima postagem.) 

Por: Leon Bravo
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