20140202

A alegria de ser mãe

Falar sobre ser mãe pode parecer fácil para quem tem seis filhos, mas desde que Maurício me pediu para escrever, fiquei com mil idéias fervendo na minha cabeça e pensei em dizer tanto coisa, e quando passei a escrever, pude constatar que não tinha idéia de como fazê-lo... assim como todos dizem: coisas de mulher.

 Tudo começa com muito enjôo, anseios incontroláveis por comer muitas vezes coisas impossíveis como 'pastel de arara', o aperfeiçoamento da arte de arrumar travesseiros preenchendo espaços entre o volume da barriga e o resto da cama.

 É não esquecer a emoção do bebezinho movimentando dentro da barriga, de ouvir o coraçãozinho acelerado durante os exames.
            
 A emoção de ver seu rostinho ao nascer, a boquinha procurando o peito, e o sorriso de reconhecimento.
           
 É ficar noites sem dormir porque ele não dorme, é chorar com os choros inexplicáveis dele.

É pensar que não vai conseguir, mas consegue.

É inquietação com espirros, cólicas, com o choro das vacinas,  coração partido com o sumiço do animal de estimação.

É levá-lo para a escola e segurar suas mãos na hora de convencê-lo que sua ausência é necessária.
            
É se emocionar ao ver o filho olhando as estrelas como você fazia há anos atrás e ver que ele se parece tanto com você, mas é tão único em suas  descobertas.
            
É sentir sua mãozinha procurando a tua nos momentos de medo.
            
É estar presente em suas pequenas conquistas e apoiá-lo em momentos de dor.
           
É sofrer por imaginar que algo ruim possa lhe acontecer, e pedir a Deus mil vezes para guardá-lo a todo momento.
           
É perceber que pode amar ainda mais o seu homem ao vê-lo debruçado sobre o filho, ouvindo seus segredos e rindo das suas piadas.
           
É ser invadida pela felicidade ao ver seu filho caminhando, falando seu nome.
            
É ser a mulher mais feliz do mundo ao ouvir seu filho conversando sozinho e ao final desse monólogo ele explodir em uma sonora e gostosa gargalhada.
            
É constatar que, por mais elegante e fina que se possa ser, o chamado do seu filho a faz deixar qualquer pessoa falando sozinha, sem a menor hesitação.

            
É descobrir que sua vida tem menos valor depois que seu filho chega e ainda arrepender-se por ter esperado tanto.

Por: Ana Rech
         Brasileira, médica,  mãe de 6 filhos e atualmente morando nos USA
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Um comentário:

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