20140203

Incenso: Para o que serve? E a sua utilização na Missa do Missal de Paulo VI

Muita gente não entende o porquê do uso do incenso e a sua importância numa liturgia bem celebrada, é isso que vamos tentar esclarecer neste artigo.
O uso do incenso é mais uma oferta agradável a Deus que exprime reverência e oração, como vem significado na Sagrada Escritura, que minha oração suba até Vós como a fumaça do incenso, que minhas mãos estendidas para Vós, sejam como a oferenda da tarde.”(cf. Salmo 140, 2) ou também “Adiantou-se outro anjo, e pôs-se junto ao altar, com um turíbulo de ouro nas mãos. Foram-lhe dados muitos perfumes, para que os oferecesse com as orações de todos os santos no altar de ouro, que está diante do trono.” (cf. Apocalipse 8,3).
1      1-    Mas quando se deve usar o incenso?
  No rito de Paulo VI permite-se o uso de incenso em todas as missas, sempre que convier pastoralmente, sendo obrigatório o seu uso nas seguintes circunstâncias e ocasiões:
       Missa Estacional do Bispo;
                     Dedicação de Igreja e Altar;
                    Confecção do Santo Crisma;
                     Quando se transportam os santos óleos;
                     No transporte dos Santos Óleos;
                     Na exposição solene do Santíssimo Sacramento;
          Apresentação do Senhor;
          Domingo de Ramos;
          Missa da Ceia do Senhor;
         Vigília Pascal;
         Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo;
         Solene Transladação das relíquias;
         Em geral, procissões que se fazem com solenidade.

   2-  O uso do incenso é feito nas seguintes partes da liturgia:

         a) durante a procissão de entrada;
         b) no princípio da Missa, para incensar a cruz e o altar;
         c) na procissão e proclamação do Evangelho;
        d) depois de colocados o pão e o cálice sobre o altar, para incensar as ofertas, a cruz, o altar, o sacerdote e o povo;
        e) à ostensão da hóstia e do cálice, depois da consagração.

  3- Como procede um sacerdote na utilização do insenso?

 O sacerdote, ao pôr o incenso no turíbulo, benze-o com um sinal da cruz, sem dizer nada. Antes e depois da incensação, faz-se uma inclinação profunda para a pessoa ou coisa incensada, exceto ao altar e às ofertas para o sacrifício da Missa.Incensam-se com três ductos (impulsos horizontal) do turíbulo: o Santíssimo Sacramento, as relíquias da santa Cruz e as imagens do Senhor expostas à veneração pública, as ofertas para o sacrifício da Missa, a cruz do altar, o Evangeliário, o círio pascal, o sacerdote e o povo.

Com dois ductos incensam-se as relíquias e imagens dos Santos expostas à veneração pública, e só no início da celebração, quando se incensa o altar.
A incensação do altar faz-se com simples ictus (ligeiro movimento de oscilação) do seguinte modo:
a) se o altar está separado da parede, o sacerdote incensa-o em toda a volta;
b) se o altar não está separado da parede, o sacerdote incensa-o primeiro do lado direito e depois do lado esquerdo. Se a cruz está sobre o altar ou junto dele, é incensada antes da incensação do altar; aliás, é incensada quando o sacerdote passa diante dela.
O sacerdote incensa as ofertas com três ductos do turíbulo, antes de incensar a cruz e o altar, ou fazendo, com o turíbulo, o sinal da cruz sobre elas.

Espero que com essas orientações baseadas na Liturgia e na Tradição da Igreja todos agora possam entender e amar o incenso e seu uso na Sagrada Liturgia.

Agradecimentos ao site Salve a Liturgia pelo seu Artigo sobre a Incensão (http://www.salvemaliturgia.com/2009/05/incensacao.html).

Por: Maria Alice Gomes Sarcinelli 
        Correspondente do Católics Nerds no Espírito Santo
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