20140219

Memórias de um Ex-Apóstata VI


A Ironia da Formatação do Antigo Testamento.

 

Após ter parado de ler o texto sacro por algumas semanas, fui revendo alguns pontos sobre mitologias e religiões distintas e sempre percebi algumas similaridades sobre o que crer e não crer de cada uma delas. Mas acaba que eu sempre retornava a bíblia. É como se a cada final de material lido eu tivesse que resplandecer a realidade neste cursumperficio intelectual.

 

Parece que os compiladores do nosso tomo celestial tinham uma intenção de esmaecer nosso questionar empírico sobre as mazelas e sobre a forma estranha de punir e julgar de Deus com relação a parte dos tomos anteriores, unidos a uma complexa ponderação que se desfaz ao terminar o livro de Jó. Sempre vi que a área dos livros poéticos e sapienciais que abrangem também os Salmos, Provérbios, Cântico dos Cânticos, Eclesiastes e o Ben Sirac/Eclesiásticos parecem ser munidos de uma panacéia espiritual em palavras. A linguagem poética, qual tenho muito apreço desde este o momento até meus tempos atuais, deslindam a necessidade de compreender, meditar e reflexionar através de metáforas e a todos que leram cada livro compreendem que não existe uma missão de conhecimento específico.

 

Talvez por não ser tão contundente, devo frisar, que a leitura nem sempre deve ser levada ao pé da letra e sim como uma forma de encorpar suas acepções até então frágeis do bom senso. E nos salmos você encontra parte do medicamento definitivo da alma tal qual era o intuito de dispor 150 orações para as mais diversas situações que pudesse o ser humano ser acometido. O Livro dos provérbios é realizado por frases curtas cujas verdades adquiridas chegam a nós, como aos escribas, pela experiência vivida. O Eclesiastes qual o significado é demonstrado, trata-se de compreensão através da pregação, na qual não se sabe ao certo quantos foram os escribas a passarem suas mãos nesse tomo e escrever sua parte.

 

Para mim que li vagarosamente em tempo, devo dizer que o texto mais complexo veio também de um dos seres mais sábios de Israel de sua época – Salomão – ao escrever um curto tomo com pouco mais de sete ou oito capítulos. E resumidamente é um poema cujas pessoas envolvidas é Salomão, Sulamita – sua esposa e as filhas de Jerusalém. Apesar de sua complexidade, devemos dizer que o poema é baseado estritamente no amor e dividido em dois momentos: o nascimento do amor e o amadurecimento do mesmo. Que posteriormente foi visto pelos estudiosos em exegese que se trata de como é o matrimônio abençoado por Deus.

 

Um conselho que deixo para aqueles que estiverem em dúvidas as grandes turbulências da vida, em qualquer momento é a leitura de Jó, que muitos confundem em sua primeira leitura como se houvesse uma linha tênue entre o sacrifício e o amor à Cristo, quando na verdade, devemos ponderar sempre que a ideia inicial é que o amor sempre passa por um estado de provação a ser julgado somente por Deus, que também me faz pensar que há uma grande frase para sintetizar o meu sentimento ao término de sua leitura:

 

“Um homem sem suas batalhas particulares não possui história nem glória.”

 

Por: Leon Bravo

        Catolics Nerds - Rio de Janeiro
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Um comentário:

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