20140522

Filosofia Patrística: Introdução

Raffael_058Nessa primeira postagem de muitas que viram futuramente no site do Catholic Nerds sobre a Filosofia dos Santos Padres é preciso antes de qualquer outra coisa, tornar-se conhecido  alguns aspectos e definições referentes a chamada Filosofia Cristã. Esse texto introdutório nos ajudará a compreender um pouco de toda investigação e esforço filosófico que os santos Padres compreenderam em toda a época da Igreja nascente.

É Cristã toda filosofia que, criada por cristãos convictos, demonstra suas proposições com razões naturais, e não obstante vê na revelação cristã um auxilio valioso, e até certo ponto mesmo moralmente necessário para a razão. Essa definição é de grande importância para entendermos toda a nova orientação dada do Cristianismo ao mundo filosófico ocidental. Assim o filosofo Cristão é diferente de outros filósofos, pois já conhece o caminho a ser seguido e assim investigado, ele crê em toda a revelação dada por Cristo sem duvidar e toma isso como ponto de partida de todo seu raciocínio. Um exemplo de toda essa situação é atestado no evangelho de São João: ”A isso, os fariseus lhe disseram:  tu das testemunho de ti mesmo; teu testemunho não é digno de fé. Respondeu-lhes Jesus: Embora eu dê testemunho de mim mesmo, o meu testemunho é digno de fé, porque sei donde vim e para onde vou, mas vós não sabeis donde venho nem para onde vou ” (João 8,13-14). Por isso cabe ao filosofo Cristão compreender toda a verdade dita por cristo através de razões naturais. Também é certo que existem verdades que para serem descobertas não necessitariam do auxilio da revelação, como por exemplo, o dogma da cognoscibilidade de Deus (Deus existe), proclamado pelo primeiro concílio do vaticano.

Essa característica do filosofo Cristão traz consigo importantes considerações. A primeira é que argumentos feitos que sejam contrárias as verdades de fé são imediatamente rejeitadas e isso não se torna uma ignorância, mas sim, um auxilio valioso para isenções de erros essenciais para questionamentos relevantes. A segunda, é que mesmo que o pensador cristão se submeta a verdades reveladas, ele sabe que é mais importante conhecer, analisar e se aprofundar em tais verdades do que uma simples aceitação sem nenhum argumento coerente. Sendo assim, a fé traça metas ao pensador que deve humildemente aceitá-la e a partir dai  começar sua investigação e seu esforço.

O bom deixar claro, que o Cristianismo não é uma forma de filosofia, nem pretende propor uma filosofia ao mundo. Mas diante do contexto histórico do início da era Cristã onde existia uma filosofia dominante era preciso que os Cristãos desenvolvessem esforços para que o evangelho de Cristo entrasse no mundo acadêmico e imperial para não mais sair. Por isso os Santos Padres tiveram que iniciar pensamentos filosóficos, estes que foram escritores eclesiásticos do inicio do Cristianismo que pela vida de santidade e pela ortodoxia da doutrina mereceram receber esse titulo expressivo e insigne pela igreja. Assim conhecer esses homens que não mediram esforços para que a boa nova de Cristo chegasse e mudasse a vida de várias pessoas é estudo obrigatório para os que desejam compreender parte da história de nossa Santa Igreja.

Por: Augusto Cesar

Referências

  • Philotheus Boehner e Etienne Gilson, História da Filosofia Cristã. Editora Vozes,12° Ed.

  • Nicola Abbagnano, História da filosofia (Vol 2).Editorial Presença, 3° Ed.

Compartilhar:

Um comentário:

  1. KjS98R qjnuqczbwqhk, [url=http://wjupdjocmyqh.com/]wjupdjocmyqh[/url], [link=http://bpuezlprbwwd.com/]bpuezlprbwwd[/link], http://zlxtuxmwmgnp.com/

    ResponderExcluir