20150123

Liturgia

Retiro-de-Liturgia-corte    A palavra “liturgia” significa originalmente “obra publica”, “serviço da parte do povo e em favor de Deus”. Na tradição cristã, ela quer expressar que o povo de Deus toma parte na “obra de Deus”. Pela liturgia, cristo continua na igreja a obra de nossa redenção.

“Esta obra da redenção humana e da perfeita glorificação de Deus, da qual foram prelúdio as maravilhas divinas operadas no povo do Antigo Testamento, completou-a Cristo Senhor, principalmente pelo mistério pascal de sua bem aventurada paixão, ressurreição dos mortos e gloriosa ascensão. Por este mistério, Cristo, ‘morrendo, destruiu nossa morte, e ressuscitando, recuperou nossa vida’, pois do lado de cristo agonizante na cruz, nasceu o admirável sacramento de toda a igreja”. Esta é a razão pela qual, na liturgia, a Igreja celebra principalmente o mistério pascal pelo qual Cristo realizou a obra da nossa salvação.

Incorporados à Igreja pelo Batismo, os fiéis receberam o caráter sacramental que os consagra para o culto religioso cristão. O selo Batismal capacita e compromete os cristãos a servirem a Deus, em uma participação viva na sagrada liturgia da Igreja, e a exercerem seu sacerdócio batismal pelo testemunho de uma vida santa e de uma caridade eficaz.

A Igreja obriga aos fiéis “a participar da divina liturgia aos domingos e nos dias festivos” e a receber a Eucaristia pelo menos uma vez ao ano, se possível no tempo pascal, preparados pelo sacramento da reconciliação. No entanto recomenda vivamente aos fiéis que recebam a santa eucaristia aos domingos e nos dias festivos, ou ainda com freqüência, e até todos os dias.

A liturgia é “ação” do “Cristo todo” (“Christus totus”), toda a comunidade, o Corpo de Cristo unido a sua cabeça, celebra. “...as ações litúrgicas não são ações privadas, mas celebrações da Igreja, que é o ‘sacramento da unidade’, isto é, o povo santo, unido e ordenado sob a direção dos Bispos. Por isso, sobre ele e o manifestam. Elas, porém atingem a cada um de seus fiéis de modo diferente, conforme a diversidade de ordens, ofícios e da participação atual e efetiva”.

Uma celebração sacramental é tecida de sinais e de símbolos. Segundo a pedagogia divina da salvação, o significado dos sinais e dos símbolos tem raízes na obra da criação e na cultura humana, adquire exatidão nos eventos da antiga aliança e revela-se plenamente na pessoa e na obra de cristo.

Deus fala ao homem por intermédio da criação visível. O cosmos material apresenta-se à inteligência do homem para que este leia nele os vestígios de seu criador. A luz e a noite, o vento e o fogo, a água e a terra, a árvore e os frutos falam de Deus, simbolizam, simultaneamente, sua grandeza e sua proximidade. Essas realidades sensíveis podem se tornar o lugar de expressão da ação de Deus que santifica os homens, e da ação dos homens que prestam seu culto a Deus. Acontece o mesmo com os sinais e os símbolos da vida social dos homens: lavar e ungir, partir o pão e partilhar o cálice podem exprimir a presença Santificante te Deus e a gratidão do homem diante de seu criador.

 

Por: Maíse Lopes.

Catholic Nerds PE.

 
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