20150411

Editorial: Eu os conclamo a resistir!

[caption id="attachment_534" align="alignleft" width="290"]Dep. Marcel van Hattem RS. Dep. Marcel van Hattem RS.[/caption]

 Mais uma aurora raiará no próximo domingo, trazendo consigo os raios do despertar de uma nação que esteve imersa num sombrio torpor por mais de duas décadas. Quem, efetivamente, sabe o que se passa nesta Terra de Santa Cruz tem, sobre as manifestações que estão despontando desde o fim do ano passado, um destes dois olhares: o de desespero (para os que estão do lado do projeto de poder que se instaurou nestas bandas de cá do globo) ou de esperança (daqueles que se opõem a tal projeto)!


Um olhar clínico sobre o Brasil revela que a inflação alarmante, o corte de direitos trabalhistas, a desvalorização de nossa moeda, o aumento de preços de variados itens... a crise financeira, enfim, não passa de um mero vislumbre do real problema pelo qual passa nossa nação: o Socialismo que, aos poucos e progressivamente, vai ganhando espaço! Admitamos, compatriotas: estivemos cegos, e cegos passamos um bom tempo. Como não pudemos perceber que debaixo de nosso nariz o Marxismo Cultural, já muito bem preparado por Engels, Georg Lukács, Karl Korsch, Antonio Gramsci, Sulamith Firestone, Herbert Marcuse e vários outros expoentes, especialmente os da Escola de Frankfurt, preparou o seu alicerce? Os marxistas passaram a considerar que os ocidentais não faziam a revolução porque estavam “alienados” pela cultura ocidental, e que, portanto, era necessário desconstruí-la, pô-la abaixo para que, enfim, pudessem os trabalhadores tomar consciência de seu papel histórico: foi uma verdadeira declaração de guerra contra os três pilares sobre os quais foi construída nossa civilização, isto é, o direito romano, a filosofia grega e a moral judaico-cristã.Assim, para eles, a mudança cultural trará abaixo a economia capitalista! “Mas isso é mal!”, dirão alguns, sem saberem que para um marxista não existe bem ou mal, certo ou errado: existe aquilo que ajuda a revolução e aquilo que atrapalha a revolução, e fim de papo! Promover o divórcio, a ideologia de gênero, o gaysismo, o feminismo, o abortismo, faz parte do jogo, e não porque eles considerem isso correto, mas sim porque vai contra a moral milenar sobre a qual nossa civilização foi construída... Não é o que tem feito o partido que nos governa, membro do Foro de São Paulo, fundado por Lula e Fidel Castro no início dos anos 90 com o objetivo de resgatar na América Latina o que se perdeu no Leste Europeu, com a queda do Muro de Berlim e a derrocada da União Soviética!? E o que dizer da velha guerra de classes, fomentada pela esquerda: negros versus brancos, pobres versus ricos, homossexuais versus heterossexuais, ateísmo prático versus cristianismo... Dividir para conquistar, eis o lema corriqueiro que tomou de assalto nossa nação!


Quem dera o quadro negro parasse no que se expôs no parágrafo acima, mas não... Somos forçados a perceber que o sonho do marxista italiano Antonio Gramsci foi consolidado no Brasil: o partido se tornou o novo Príncipe, aquele mesmo a quem Maquiavel pretendeu dar suas instruções para manter-se no poder, não importando se amado ou temido: o aparelhamento estatal é algo que não se pode negar, de tão gritante que soa, de tão visível que se apresenta, de tão palpável quando nos dá “socos” de realidade, de um cheiro fétido que já sentimos ao longe e de um sabor amargo que somos forçados a engolir! Como um país inteiro simplesmente se dobra a uma APURAÇÃO SECRETA em suas eleições presidenciais, tendo que “acreditar” no resultado por meio da palavra de um único homem, o Sr. Dias Tofolli (ex advogado do PT e assessor  da Casa Civil no governo Lula), sendo que este mesmo homem provavelmente fará parte da turma do STF que julgará o Petrolão?


É indiscutível: o Socialismo é uma realidade na qual estamos nos afundando, sob as garras do partido que nos governa, com seu apoio declarado a ditadores, seja por palavras ou mesmo por financiamento com nosso dinheiro, bem como por sua subserviência aos interesses do Foro de São Paulo! Esse mal, que aos poucos nos escraviza, constitui na verdade o desenrolar, a consequência de um movimento Revolucionário mais amplo que se iniciou nos fins da Idade Média, ao qual bem podem ser aplicadas as palavras de Pio XII (como já salientava o Professor Plínio Corrêa de Oliveira): “Ele se encontra em todo lugar e no meio de todos: sabe ser violento e astuto. Nestes últimos séculos tentou realizar a desagregação intelectual, moral, social, da unidade no organismo misterioso de Cristo. Ele quis a natureza sem a graça, a razão sem a fé; a liberdade sem a autoridade; às vezes a autoridade sem a liberdade. É um “inimigo” que se tornou cada vez mais concreto, com uma ausência de escrúpulos que ainda surpreende: Cristo sim, a Igreja não! Depois: Deus sim, Cristo não! Finalmente o grito ímpio: Deus está morto; e, até, Deus jamais existiu. E eis, agora, a tentativa de edificar a estrutura do mundo sobre bases que não hesitamos em indicar como principais responsáveis pela ameaça que pesa sobre a humanidade: uma economia sem Deus, um Direito sem Deus, uma política sem Deus”[1]


Mas, não é hora para desesperar-se... "Cada época é salva por um pequeno punhado de homens que tem a coragem de não serem 'atuais'”, já disse o grande Chesterton! Sim, meus caros: dobrar-se a tudo o que está posto (muito mais do que aqui expus, pois a intenção é escrever um artigo, e não uma enciclopédia), é aceitar que um desgoverno desavergonhado dirija nossas vidas, para dizer o mínimo... É por amor à Pátria, ao seu futuro, ao seu povo, à Liberdade (que é radicalmente contrária ao Socialismo, que não passa de uma Ditadura) e para honrar o que carrego no meio das pernas como homem, que sairei, SIM, às ruas no próximo domingo, mais uma vez!


Gostaria, já encerrando, de trazer as palavras do personagem Aragorn, no final do filme O Senhor do Anéis – O Retorno do Rei (no livro, ao que lembro, não tem esse discurso), que nos cabe muito bem nesta hora: “Vejo em seus olhos o mesmo medo que antes me tirava a coragem. Talvez chegue um dia em que faltará coragem aos homens, em que abandonaremos nossos amigos e trairemos a amizade. Mas não é hoje esse dia! Uma hora de lobos e escudos destruídos, em que a Era dos Homens chegará a um fim catastrófico. Mas não é hoje esse dia! Hoje nós lutaremos! Por tudo o que lhes é caro nesta boa terra, eu os conclamo a resistir, homens do Oeste!”


Vamos de novo, na paz, sem violência, soltar o nosso brado: “Fora Dilma! Fora PT! A nossa Bandeira JAMAIS será vermelha!”


Até às ruas!


Por: Diego Galvão


Catholic Nerds - Pernambuco


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Imagem: Dep Marcel van Hattem RS Reprodução Facebook.


[1] Alocução à União dos Homens da A. C. Italiana, de 12-X-1952– “Discorsi e Radiomessaggi”, vol.XIV, p. 359, apud OLIVEIRA, Plinio Corrêa de. Revolução e Contra-Revolução. Instituto Plinio Corrêa de Oliveira. Edição Comemorativa dos 50 anos.

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4 comentários:

  1. Gar nicht. Ich bin seit ca. einem halben Jahr auf Hörbücher umgestiegen, um meine strapazierten Augen zu schonen.
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