20150423

Espaço Nerds: A Valorização da vida humana começa no ventre

11180228_840681235979591_1388702416_nCientificamente até os fungos de um queijo gorgonzola e tudo o mais que contiver células são considerados seres vivos. É comum matérias sobre a busca por vida em Marte por exemplo, uma expedição milionária em busca de qualquer sinal mínimo, que é considerado vida. Porém, com a necessidade de tornar a ''cultura da morte'' algo aceitável, questiona-se de forma desonesta a vida no ventre. Provavelmente a maioria das pessoas desavisadas que repetem o discurso abortista de que o feto não é vida, sequer sabem a origem do pensamento que adotam. É biologia, dizem alguns deles, mas a ciência considera seres microscópicos, bactérias seres vivos, e lhes dá o status de vida. Logo não pode negar que um zigoto (a fecundação do espermatozóide com o óvulo), é comprovadamente um ser vivo, uma vida humana, já que é certo afirmar que é este o estágio inicial de um ser humano. É a mesma lógica que a biologia usa para afirmar que de um ovo de tartaruga nasce uma tartaruga, é um raciocínio simples. E os ativistas estão aí para garantir que ninguém pise nos ovinhos das tartarugas pra preservação da espécie, não é mesmo? Ironias à parte, uma curiosidade interessante é que o principal responsável pelas idéias das bases políticas do movimento que defende os ''direitos dos animais'' hoje presente em praticamente todo o mundo, é também o responsável pela base do pensamento que sustenta os argumentos abortistas.


Peter Singer, o filósofo que declara: ''animais que têm elevada consciência são mais dignos de respeito do que alguns seres humanos que têm funcionamento deficiente''. Para o australiano: ''a ideia de que devemos tratar todas as vidas humanas como sendo sempre mais preciosas do que qualquer vida não humana seria substituída pela não discriminação com base na espécie.'' Ou seja, ele defende uma moral inventada por ele mesmo, onde animais tem direitos e bebês não. Sua filosofia afirma que a consciência é o fator que valida a vida humana, segundo ele: “Um bebê não tem valor moral porque ele não tem consciência de si mesmo”. Ou seja, um embrião ainda que seja considerado biologicamente um ser vivo, não é uma vida humana.


A filosofia de Singer é tão absurda que estende a mesma premissa para o recém-nascido, além de base para o aborto, também dá base para o ''aborto pós-nascimento'', tendo inclusive artigos de diferentes ''bioéticos'', já publicados, que defendem abertamente o tema. Os acadêmicos Alberto Giublini e Francesca Minerva publicaram em 2012 um artigo no “Journal of Medical Ethics”, intitulado “After-birth abortion: why should the baby live?“ (“Aborto pós-nascimento: por que o bebê deveria viver?”), foi inclusive comentado aqui no Brasil pelo colunista Reinaldo Azevedo, e no Blog do Júlio Severo. No artigo são defendidas idéias como: “nem os fetos nem os recém-nascidos podem ser considerados pessoas no sentido de que têm um direito moral à vida''. Para eles o ''aborto pós-nascimento” deveria ser permitido em qualquer caso, citando explicitamente as crianças com deficiência, e também quando o “recém nascido tem potencial para uma vida saudável, mas põe em risco o bem-estar da família”. Motivos que pra eles, justificam que o bebê já nascido deve ser eliminado. Para quem segue a filosofia de Singer, é lícito e moralmente correto matar tanto fetos como recém-nascidos. Eles acreditam que a decisão sobre se a criança deve ou não ser morta cabe aos pais e até, aos médicos. A mesma desculpa usada pelos abortistas. O discurso é o mesmo, a base é a mesma, o que deixa um alerta para o próximo passo, caso esse ''senso moral'' deturpado, baseado em uma filosofia particular e diga-se de passagem doentia, seja aceito como uma verdade para justificar a legalização do crime de aborto no Brasil. O livro De Volta Ao Lar, traduzido por Júlio Severo, relata casos desde a década de 1970, que depois que o aborto foi legalizado nos EUA, aumentaram os casos de infanticídio em hospitais e clínicas dos EUA.


Seja identificado como nascituro, feto, embrião não importa. O nome que se dá para a vida que esta no ventre da mulher é ''bebê''. Uma gravidez confirmada é a prova de que um organismo vivo está ali, representa um ser humano em formação, uma vida. Seja ''um amontoado de células'' como declaram os abortistas, não há como negar que da fecundação surge um ser vivo em desenvolvimento. Biologicamente é impossível negar que ao passar as semanas, o ser vivo no ventre de uma mulher ganhará a forma humana. Do zigoto jamais poderá surgir uma tartaruga, é o princípio de uma vida humana, um ser humano. Inegavelmente uma vida humana. Um fato que não há como refutar. O questionamento que é feito sobre quando ou a partir de que período pode-se considerar o embrião um ser humano, é filosófico, pseudocientífico. E vale lembrar que faz parte de uma filosofia particular, de um homem que resolveu criar seu próprio senso moral.


Qualquer mulher grávida que for a um médico, logo na primeira semana, terá as mesmas definições sobre gravidez. Os processos de evolução, de desenvolvimento do bebê são expostos semana por semana. A cada 7 dias a vida se desenvolve mais, em 7 semanas o coração bate mais ou menos 150 vezes por minuto. Os detalhes de todas as fases comprovam que no ventre nos desenvolvemos com uma rapidez espetacular. Por isso valorização da vida humana começa no ventre.


Por: Cris Corrêa


Colunista Convidada Catholic Nerds


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Um comentário:

  1. 1. Yes, whatever text, images… you place into the editor of the page that is using the “home template”, will display above the widgets. (of course you can remove all widgets from the homepage)
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