20150612

São Luís Maria Grignion de Montfort – Vida e Obra

Sao-Luis-Maria-Grignion-de-Montfort1São Luís Maria Grignion de Montfort nasceu em 31 de Janeiro de 1673, em Montfort-sur-Meu, uma pequena comuna francesa, com poucos habitantes. Era o filho mais velho da grande família de Baptiste Grignion e Jeanne Robert, conhecida por ser extremamente católica. Teve ao todo 17 irmãos, dentre esses, muitos seguiram a vida religiosa, em diferentes ordens. Quando pequeno, seu pai comprara uma fazenda em  Iffendic, a poucos quilômetros de Montfort, e foi lá que Louis-Marie Grignion passou grande parte de sua infância. Um amigo de infância de Luís, o Historiador Blain dizia que, ao invés de brincar com brinquedos comuns, se retirava para rezar o terço, e tinha, desde muito pequeno, um amor incondicional e incompreensível pela Virgem Maria. Ingressou no colégio Jesuíta aos 12 anos, em Rennes, e lá desenvolveu sua espiritualidade e devoções, fortemente inspirado pelas histórias do abade Julien Bellier, padre local. Concluiu em 1692, ainda nesse colégio, o curso de filosofia e foi, no ano seguinte, a Paris, afim de entrar no Seminário de São Sulpício e estudar teologia na Universidade de Sorbonne. Foi ordenado sacerdote em 5 de Junho de 1700.


São Luís considerava que fazer pregações era o motivo de sua vocação. Falava sempre numa linguagem simples, para que o povo compreendesse melhor, porém, ao falar de Maria Santíssima, sua linguagem se tornava sublime, quase sobrenatural. “O Padre de Montfort – diz Blain – nos aparece como o panegirista zeloso da Santíssima Virgem, o orador perpétuo de seus privilégios e de suas grandezas, o pregador incansável da sua devoção”. No entanto, se sentia frustrado pelas poucas oportunidades para pregar. Devido a toda essa frustração, o então sacerdote Luís Maria foi a pé, de Poitiers a Roma, para pedir pessoalmente um conselho ao Papa Clemente XI, sobre o que ele deveria fazer enquanto aos bispos de sua região. O Papa disse que havia grande urgência em pregar para os franceses, e o enviou como missionário apostólico, no dia 6 de julho de 1706.  Nessa época, juntamente com  Marie Louise Trichet, Luís iniciou um grande serviço aos pobres, pregando a devoção e a santa escravidão a Jesus pelas mãos de Nossa Senhora.


Suas obras são curtas e poucas, no entanto, exprimem estritamente toda a devoção e revelam, de uma maneira sublime, a alma e santidade desse grande homem. Destacam-se, entra elas, o tratado da verdadeira devoção à Santíssima virgem, que tem como finalidade principal a consagração a Jesus por meio de Maria, entregando-se tudo o que se tem nas mãos da virgem. O tratado ficou perdido durante 130 anos, de 1712 a 1842, quando foi encontrado por um padre dentro de uma pequena caixa. São Luís já havia predito isso em seu manuscrito: “Prevejo que muitos animais frementes virão em fúria para rasgar com seus dentes diabólicos este pequeno escrito […] Ou pelo menos procurarão envolver este livrinho nas trevas e no silêncio duma arca, a fim de que não apareça” (TVD 114). Por meio desse livro, vários santos foram formados e varias Papas estudaram sua mariologia e se consagraram à Santíssima virgem, como por exemplo: Papa Leão XIIIPapa Pio XPapa Pio XII e o Papa São João Paulo II. Além do tratado, ele deixou outros escritos, dentre os quais se destacam: O Segredo de Maria e O Segredo do Rosário, as regras para a Companhia de Maria e as Filhas da Sabedoria, e alguns hinos.


Já desgastado pelo trabalho árduo e muitas doenças, São Luís Maria morreu em 28 de Abril de 1716, aos 43 anos, depois de ter realizado mais de 100 missões populares, com apenas 16 anos de sacerdócio. Muitos se reuniram para seu enterro, e logo muitas histórias foram reveladas sobre milagres em seu túmulo. Foi canonizado pelo Papa Pio XII, em Roma, a 20 de Julho de 1947. Sua estátua de Giacomo Parisini se encontra no nicho superior da Nave Sul da Basílica de São Pedro no Vaticano.


São Luís Maria é considerado um dos maiores Santos da igreja. Cumpriu fortemente a missão da evangelização e dedicou sua vida a propagar a devoção Mariana. Seus escritos são, até hoje, muito lidos e estudados pela igreja. Seus desejos eram de que o mundo se convertesse pelas mãos de Nossa Senhora. Seu amor incondicional pela Santíssima virgem inspira leigos e clérigos que descobriram, por meio desse simples servo de Deus, a escada pela qual nós chegamos a Jesus mais perfeitamente: Maria.


“Deus Pai juntou todas as águas e chamou-as ‘mar’. De igual modo reuniu todas as graças e chamou-as ‘Maria’.”


(São Luís Maria Grignion de Monfort, “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem”, Capítulo segundo [23].)


Por: Maria Luiza Silveira.


Catholic Nerds.

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